Feliz aniversário, rivotravel: dois anos de risadas com recheio de choro e cobertura de pânico

Este é um dos textos do rivotravel que eu estou tendo mais dificuldades para começar (momento escritor-abre-seu-coração). Já fiz e apaguei vários parágrafos introdutórios. E como o que eu faço no site é justamente compartilhar minhas limitações, aí vai mais uma: estou com bloqueio criativo. Daqueles grandes. Enormes. E por que estou tento isso? Talvez porque o rivotravel sou eu, é muito pessoal, fala de minhas dores, de meus medos. E não há nada mais difícil do que encarar as próprias sombras.

(Bem, acho que já começamos)

O motivo desse texto tão difícil de parir é o segundo aniversário do site. Parece que foi ontem (dizer isso é meio clichê, mas parece que foi ontem mesmo) que colocamos no ar nossa página. Ela começou meio tímida, como uma criança tateando no escuro. A ansiedade — sempre ela — costumava rondar. Será que alguém está lendo? Será que estão gostando? Talvez esses sejam os maiores medos de quem escreve. E o drama pelas poucas curtidas no Facebook? Parecia o fim do mundo.

 
Aeeeeeeeee. Há dois anos o rivotravel.com entrava no ar! (Queremos receber felicitações e presentes rs)

Aeeeeeeeee. Há dois anos o rivotravel.com entrava no ar! (Queremos receber felicitações e presentes rs)

 

Mas os dias foram passando, os comentários nas matérias começaram a aparecer, as curtidas no Insta . Pessoas que eu nem conhecia começando a seguir o perfil. E gostando! E marcando amigos e amigas com pânico de voar! Salve, salve, Analytics, ferramenta que diz quantas pessoas acessam o site, o que leem, quando leem, como chegaram até o rivotravel, se estão peladas ou não (mentira, ainda não dá pra saber isso. Já pensou?). Somos lidos e amados (modo autoestima elevada: on). Inclusive estamos sempre abertos para parcerias. Chama a gente aqui na página "Contato” do site, vai.

O rivotravel se tornou, de certa forma, um divã para muitas leitoras e leitores. Comentários ricos e cheios de detalhes são a tônica. Ter pânico não é fácil, e falar sobre ele é bom. É positivo para quem escreve, para quem lê, para quem comenta. Aprendo muitas coisas com vocês. Vejo que não estou só nessa jornada delirante. Temos de analisar isso mesmo, seja na leitura dos textos do site ou na terapia. Amo ler cada mensagem, cada comentário. Vocês são lindas e lindos demais. Sério mesmo.

 
Estava eu assistindo Special (série original Netflix) nos intervalos desse texto e me deparei com essa fala que resume tudo

Estava eu assistindo Special (série original Netflix) nos intervalos desse texto e me deparei com essa fala que resume tudo

 

Ao longo dessa jornada de 730 dias eu fui aprendendo muito. Aprendi, por exemplo, que a maioria dos comentários é escrito por mulheres (tenho minhas teorias, e o assunto ainda vai virar texto aqui pro site). Soltei meu lado de ficcionista e escrevi alguns contos, sempre com o medo de voar como base. E quero fazer mais deles, adoro transformar a realidade em fantasia. E é justamente por ser um espelho do que de fato existe que as formas de expressão são tão importantes.

Para concluir com um pé no que é concreto, aproveito para fazer algumas resoluções. É pelo poder por mim mesmo investido que eu batizo hoje como o dia do “vou tentar”: vou tentar dar mais atenção ao Instagram, aparecer mais, falar diretamente com vocês. Vou tentar escrever e publicar textos com mais frequência também. Vou tentar não brigar tanto com meu editor quando ele vier com sugestões.

E, sobretudo, vou tentar pegar mais leve comigo. Até porque nunca sabemos se vamos conseguir realizar nossas metas. Que atire a primeira passagem desmarcada por puro medo quem nunca fraquejou diante dos obstáculos!

 
Para celebrar o nosso aniversário, ofereço a vocês uma fatia desse BELÍSSIMO bolo… (minha gente, o que é isso…)

Para celebrar o nosso aniversário, ofereço a vocês uma fatia desse BELÍSSIMO bolo… (minha gente, o que é isso…)

 

É assim que quero tocar o rivotravel daqui pra frente: com mais empenho, com vitórias e derrotas cotidianas, mas sempre com muito amor. E humor.

Sigamos. E, se possível, de avião. Porque se perdoar pelas próprias limitações é ótimo, mas vencer barreiras é tão bom quanto.