Malas extraviadas

O extravio de malas é uma verdadeira dor de cabeça na vida de um viajante, mas para não dizer que não vou falar de flores, começo este texto já com uma boa notícia: segundo a empresa de tecnologia aeroportuária Sita, o número de extravio de bagagens ao redor do mundo caiu 12,25% em 2016. O índice, de 5,73 malas extraviadas para cada mil passageiros, foi o menor já detectado. Erros de transferência em voos de conexões correspondem a maioria dos casos (47%). Outras razões são falhas no carregamento  e problemas na etiquetagem. Reduzir estes números é crucial para as companhias aéreas, pois além de nossa paz de espírito, trata-se de um problema que já custou singelos US$ 27 bilhões ao setor no período de 2007 à 2016.

Apesar de dados animadores, o extravio de malas ainda é uma realidade. Por isso, é sempre bom levar uma “muda” de roupas na mochila ou mala de mão. Umas duas camisas e três roupas íntimas (cueca, calcinha, essas coisas que são eufemisticamente designadas como “roupa íntima”) já estão de bom tamanho, pois as empresas que “perdem" as bagagens dos passageiros costumam entregá-las onde você estiver em poucos dias. Quando vou viajar para um destino frio, costumo levar na mão um casaco bem quente. É um pouco de trambolho? É. Mas pelo menos ganho espaço na mala, me protejo do ar-condicionado congelante dos aviões e, caso a mala suma, não viro picolé no destino. E se você for “sorteado" com a “mala em fuga”, lembre-se sempre de, ainda no aeroporto, preencher o formulários dizendo que sua mala foi extraviada e colocar o endereço onde estará hospedado. As companhias aéreas costumam pagar um valor para você comprar roupas. E se você contratou um serviço de seguro-saúde internacional (obrigatório para a entrada em muitos países), melhor ainda: mesmo os pacotes mais básicos costumam liberar uma verba em caso de bagagem que sumiu. Por isso é sempre bom dar uma esmiuçada nos serviços que o seguro oferece antes da viagem. 

 
 Error 404 not found tela azul: mala extraviada, e agora?

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Para evitar dor de cabeça nas viagens, um recurso bastante utilizado por alguns passageiros é contratar, antes da ida, um seguro-viagem (às vezes é oferecido "de graça" pelo seu cartão de crédito, quando ele é usado para a compra do bilhete). Cada seguro oferece uma quantia (muitas vezes polpuda) para os segurados em caso de perda da mala. Mesmo assim, qualquer problema tem de ser notificado junto ao balcão da companhia (alguns podem ser encontrados ainda na ala de desembarque, próximo às esteiras de devolução de bagagens).  Se a empresa não puder entregar sua mala na hora, o passageiro pode pedir alguma indenização, pois terá, pelo menos, que comprar algumas roupas para ter o que vestir. O valor varia, podendo ser de US$ 150 (algo em torno de R$ 500) para voos internacionais ou R$ 380 nos nacionais. Algumas empresas pedem que o passageiro guarde os recibos dos gastos. 

Se a mala não for encontrada, as empresas calculam uma proposta de indenização de acordo com o peso da mala. A Convenção de Varsóvia estabeleceu o limite de US$ 20 (R$ 65) por quilo de bagagem extraviada em voos internacionais. Em voos domésticos o limite é R$ 4,2 mil.

De um jeito ou de outro, fica a dica: leve umas peças de roupa na mala de mão. E é sempre bom lembrar: dinheiro e itens de valor nunca devem ser despachados!