Viajo amanhã: SOCORRO

Misericórdia. Estou tão nervoso que nem sei como começar esse texto (ops, ele já começou…).

Eis que, depois de quase dois anos sem botar os pés em um avião, estou com viagem marcada para amanhã. Não teve jeito, é para a formatura de uma sobrinha que mora em Brasília. Desde que o rivotravel foi criado, em março de 2017, nunca voei. Pois é, todas as matérias foram escritas com base nas memórias (péssimas).

Mas agora o perigo é real e iminente.

 
 Depois de desistir de algumas viagens, a hora de voar novamente se aproxima. T-E-N-S-O

Depois de desistir de algumas viagens, a hora de voar novamente se aproxima. T-E-N-S-O

 

Estou em pânico. Espero que dê tudo certo. No fundo, sei que vai dar.

Mas fica sempre aquela pontinha de incerteza, aquele “e se”? “E se” o avião se envolver em um acidente, mesmo sendo mais fácil morrer atropelado na calçada do que morrer voando? Pior que estou viajando com minha mãe, uma irmã e uma sobrinha. Meu azar vai levá-las para outra dimensão junto a mim?

Deveria ter escolhido outro voo? Entre tantos voos diários entre Salvador e Brasília, será que esse que acabei optando será o fatídico?

Essa última noite (última noite antes de voar, e não última noite na Terra! Sai pra lá!) sei que será terrível, que terei de usar o meu remedinho. Não tenho problemas com isso. Apagar legal. Bom deixar a mala já pronta, pois amanhã estarei tão grogue que tudo que conseguirei fazer será tomar um banho e me arrastar para o aeroporto (não vou dirigindo, ainda bem). Sempre que tomo remédio, mesmo que na véspera, fico meio away no dia seguinte. O que não me impede de renovar os votos com o remédio uma hora antes do voo, claro.

Credo, por que a gente, panicadas e panicados, só pensa no pior? Tanta coisa boa para ter em mente, para nos tranquilizar, mas a gente só pensa em bobagem. A invenção da penicilina salvou milhões de pessoas, aquela série que amamos estreou nova temporada, nosso time está fora da zona de rebaixamento no campeonato, somos abençoados com amigos legais, mas tudo que imaginamos é o avião no qual estamos envolto em uma bola de fogo em direção ao solo. Não adianta alguém dizer que é o meio de transporte mais seguro do mundo, que diariamente milhares de decolagens e aterrisagens acontecem na maior segurança, que a maioria dos acidentes ocorrem sem vítimas fatais, mas no fundo acreditamos que seremos sorteados em uma espécie de Mega-Sena do mal e que estamos fadados a morrer em pânico. Voando, é claro.

E para piorar meu medo, não sei onde estava com a cabeça quando, na hora de reservar os assentos, escolhi na fila 14. Bem no meio do avião. Bem em cima das asas, local de armazenamento do combustível (escrevi sobre isso nessa matéria aqui). Por qual motivo abandonei meu lugar sagrado, ou seja, na penúltima cadeira, no corredor, do lado direito (não me peçam o motivo, pois nem mesmo eu sei)? Sério, não lembro mesmo porque reservei na fila 14. Será que era a única disponível para viajarmos os quatro na mesma fileira? De que adianta? De Salvador a Brasília são menos de duas horas. Não poderíamos ir separados?

 
 AAAAAAAAaaaaaaAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaa

AAAAAAAAaaaaaaAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaa

 

Mas se tiver um acidente, quero estar pertinho de quem amo, de preferência de mãos dadas, falando palavras carinhosas.

Credo, pensar nisso não está ajudando em nada.

Estou tão panicado desde já que não consigo nem pensar em como finalizar esse texto-desabafo.

Mas vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo. Um mantra. OOOOOOOMMMMMMMMMMM.

E se eu tiver condições, postarei stories nada serenos da viagem na conta do rivotravel no instagram. Não me segue ainda? Procura @rivotravel por lá ou clica aqui.

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